Poema " Mensagem de Luz"
Nesta época natalicia,
Deixamo-nos levar,
Na luz da esperança deixamo-nos conduzir,
Habitam em nós sentimentos fecundos,
Rejubilam-se palavras de carinho,
Ansiamos que o natal não seja apenas um dia,
Mas marcadamente todos os dias,
Esperamos ansiosamente,
Que estes sentimentos habitem em nós...Sempre,
Aclareando a plenitude da nossa alma por vezes corrimpida pelo tempo.(RPC)
Espero que os sonhos em que vos levo no conhecimento do livro " Ensaios de Ficção", vos possam guiar sempre em busca da eterna luz que todos procuramos.
Há que deixar a nossa alma adormecer serenamente abrigados nos momentos que se avizinham.
Desejo a todos os amigos, e leitores do blog votos de um Feliz Natal.
Noticia publicada no Jornal " Correio de Azeméis" a 15/12/2009
Momentos da Apresentação em Oliveira de Azeméis
Castelo de sonhos
Imagem: Mário Silva
Cinderela do tempo
Cinderela...
Guardas o tempo, partes sem destino, sem horas, sem minutos, sem segundos. Habitas na obscuridade, ou talvez na luz dos teus pensamentos, transformas os desejos em secretas realidades escondidas nas profundezas do ser, vagueias saltitando por esse mundo de gente repleta de sentidos. No crescimento constante da tua existência soletras as palavras que deliciam, transformando este tempo, em sonho nunca vivido, agora coabitado a todo o instante, pela força e a coragem que o caracteriza.
Tempo que rola a cada passo, que palpita deambulando nas marcas do destino, respirando suavemente o breve sentir de quem nele deambula.
Somos nós, humanos repletos de inúmeros retalhos, retalhos que formam o puzzle da vida, que completam um ser em crescimento e maturidade constante, alimentado pelos sonhos que o conduzem e por um tempo que nos guia sempre…
Texto: Renata Pereira Correia
Imagem: Alba Luna
Tempo veloz
Tempo esse que corre veloz,
Foge sem lugar, foge sem destino…
Tempo demarcado,
Nessas malhas da existência.
Tece minutos, tece segundos,
Corrompe com a distância,
Ultrapassa sentidos,
Não espera…
Avança sem medos,
Não permite paragens,
Não se compadece com distracções.
Para entende-lo bastaria…talvez
Sonhar como uma criança,
Respirar como aves esvoaçantes,
Soltar-se das amarras,
Crescer infinitamente,
Espelhar-se no oceano,
Abrir-se ao mundo,
Olhar internamente…
Sorrir ao vento,
Poema: Renata Pereira Correia
Imagem: Alba Luna
Loucuras de sentir
Percorre os infinitos meandros,
Tapa a insensibilidade,
Desconhece a fantasia,
Deixa marcas,
Reflecte a sua melancolia,
Grita ..expande,
As loucas sensações vividas,
Esquecidas na sua existência.
Louco de sentir,
Louco de vaguear,
Menosprezando a razão,
Não se liberta das algemas que o prendem,
Transtornado rodopia num gesto demarcadamente sofrido.
Poema: Renata Pereira Correia
Imagem: Mário Silva
Muros de existência
Muros cravados no ego,
Tijolos esculpidos,
Marcas tenazes de existência,
Fendas unidas pela paciência,
Estigmas deixados com intensidade.
Vive-se, sente-se,
Sonha-se, constrói-se,
Procura-se, envolve-se,
Respira-se, mergulha-se,
Fugazmente somos felizes.
Não queremos partir do sonho que alimenta,
Do alimento que sacia a fome,
Enriquecendo o mais audaz sonhador.
Encostados a esse muro,
Avistamos seres deambulantes,
Sentimentos vagueantes,
Que permanecem em nós,
Que nos deixam enriquecidos,
Que adormecem ….
Construindo mais um patamar de existência,
Um patamar erguido com força e perseverança.
Poema: Renata Pereira Correia
Imagem: Alba Luna
Linha da vida
Sozinhos ou acompanhados na linha da vida,
Percorremos um destino…
Encontramos em cada esquina uma luz...
A luz de esperança que nos ajuda a alcançar o que ansiamos…
Passo a passo,
Nesse campo verdejante ou outonal,
Caminha-se em total liberdade…
Uma luz reflecte,
Uma luz desvanece,
Solta-se a música tocada nessa harpa mexida com o vento…
Calca-se as linhas do pensamento,
Trespassa-se confiante as vozes ecoadas da alma…
Num deserto de alentos,
Sucumbimos a uma saudade que habita em nós,
Talvez uma saudade adormecida na parede da nossa existência….
Parede revestida de brilho delineada pelos nossos dedos cansados, mas vividos…
Trespassam pelo meio deles, lembranças ténues de sonhos já rumados…
Sonhos comandados pelo caminhar intenso,
Com esses pés que pisam o chão,
Deambulando velozmente ou serenamente...
Perdemos os sentidos,
Mas adquirimos outros que nos alimentam,
Que nos revestem de imaculados sentimentos,
Sentindo, respirando, progredindo na escalada do tempo….
Na escalada do tempo que nunca morre,
Na certeza balbuciada por esse palpitar de emoções.
Texto: Renata Pereira Correia
Imagem: Mário Silva





















