Lançamento do livro " Ensaios de Ficção"- Editora Temas Originais
Livro "Ensaios de Ficção" Sai brevemente

Autor da capa:Ricardo Campos
A biografia da vossa poetisa descreve-se assim no livro "Ensaios de Ficção"
Renata Pereira Correia nasceu em Oliveira de Azeméis em 1980. Profissionalmente ligada à área da Animação Sociocultural e da Educação, sempre teve uma forte ligação com a actividade artística, nomeadamente com a escrita, através da qual buscava, desde jovem, as respostas a muitas perguntas prementes do mundo global.
Colabora em alguns sites de poesia e de literatura, fazendo nomeadamente parte de um clube literário online, participa em blogs de outros escritores, e com os seus poemas dá voz a fotos captadas por fotógrafos amadores e profissionais. No sentir desta poetisa, o mundo é como uma claquete de realização de filmes, onde a ficção está representada pela própria irrealidade do mundo ser uma espécie de ensaio global que regista as várias tentativas dos ensaios individuais que vai vivenciando. Mundo esse ladeado por abismos que reflectem os contratempos e dificuldades que vão surgindo no percurso evolutivo de aprendizagem e crescimento, na demanda do sonho, em direcção a uma luz imensa e profunda que vai clareando a cada novo ensaio, a cada nova descoberta, que a faz crescer como ser humano. Na sua genuína alma, anseia pelo encontro com a luz no final de cada percurso. Transpondo para as suas ingénitas palavras aquilo que vê, sente e decifra, procura sempre reencontrar a serenidade e o equilíbrio.
Na Temas Originais, é autora de:
ENSAIOS DE FICÇÃO - Genuinas e ingénitas locuções ladeadas por abismos
(Será lançado livro Brevemente)
http://www.temas-originais.pt/autores/renata_pereira_correia.htm
Miragem
Miragem perdida,
Em tempos de outrora,
Vazios esquecidos,
Em pessoas deixadas,
Na bruma do tempo,
Tecemos inigualáveis feitios,
Silencia-se sentidos,
Olha-se em redor,
E medita-se,
Escala-se íngremes montanhas,
Conquistando o inalcançável poder de perfeição,
Daquilo que conjecturamos.
Secretamente
Dizes secretamente,
Que conceitos absorves,
Procuras no semelhante,
Vozes caladas,
Que até no silêncio,
Transmitem sentir,
Olhas para o outro lado,
E deixas-te levar no encantamento,
Falas com coisas imóveis,
Para na descoberta,
Percorrer incessantemente o outro que contemplas,
Numa exaustão plena, mas aquieta no sentir.
Encontro inusitado
Iluminada por olhar profundo,
No contentamento descontente,
Pelo que ainda não se conhece,
Nas palavras que ainda não foram proferidas,
Nos sonhos que ainda não foram sonhados.
Figura essa esbelta e divina que se admira,
Aquela que se contempla por trás de uma imagem,
Imagem reproduzida,
Somente daquilo que queremos ver,
Daquilo que queremos sentir.
Passado o caminho longo e sinuoso,
Atingimos a perfeita liberdade,
Liberdade afortunada,
De um qualquer encontro inusitado.













